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Sistemas Web vão dominar e acabar com aplicações Win32?

Opinião escrita por Sidinei Akira Egashira

Sobre o autor: Formado em Sistemas de Informação e Pós-graduado em Gestão Estratégica de Negócios. Arquiteto de soluções em uma corretora de seguros de grande porte. Docente nos cursos de Ciência da Computação, Sistemas de Informação, Engenharia, Administração e MBA em Gestão Estratégica da UNIP. Membro fundador e ativo do site DelphiBR e da comunidade DUG-BR.

Contato: akira@delphibr.com.br

Eu acho que não há como fugir da "moda". Web e Mobile são as meninas dos olhos da grande arena do desenvolvimento de sistemas atualmente. No entanto, não há como afirmar que aplicações Win32 deixarão de existir, sendo substituídos por aplicações Web ou por qualquer outra tecnologia. Faz anos que ouço que o Cobol vai morrer....rsrsrs

Na verdade, acho que tudo depende da arquitetura e dos requisitos de cada aplicação. Para cada sistema temos necessidades diferentes e a plataforma escolhida acaba sendo influenciada por esses fatores.

Atuo em uma corretora de seguros que tinha a necessidade de colocar na mão dos vistoriadores uma ferramenta para agilizar a rotina de trabalho deles. Basicamente, no processo anterior, os vistoriadores iam para campo com uma planilha em mãos, preenchiam as informações, colhiam documentos e depois voltavam para a base e lançavam todas essas informações para compor o que chamamos de "Certificado de Vistoria".

Qual a necessidade? Um sistema que substituísse as atuais planilhas por um software capaz de coletar todas as informações necessárias. No início do projeto a tecnologia escolhida era por meio de Pockets. Porém, a quantidade de informações a serem lançadas era muito grande, seria quase impossível criar interfaces amigáveis. A segunda alternativa seria rodar o sistema na plataforma Web, porém tivemos que abandonar porque a vistoria pode ser realizada em galpões, muitas vezes em condições precárias e ter acesso à internet seria humanamente impossível. A outra opção era construir um sistema Win32, rodando off-line em um notebook e tendo partes de conectividade para envio e recebimento de tarefas (os vistoriadores realizam seu trabalho por meio de tarefas que são designadas pelos superintendentes das regionais).

Qual foi a opção escolhida? Com certeza a terceira, uma aplicação Delphi Win32 para a parte off-line, webservices Java para toda a parte de comunicação, ferramentas ETL para a comunicação com o IBM (opa, tinha me esquecido de comentar, o nosso sistema principal de controle de vistoria roda num grande porte, então temos que trocar informações). Por que escolhemos essa opção? Simplesmente porque os requisitos eram agilidade, alta disponibilidade, interfaces simples e amigáveis, possibilidade de receber e transmitir novas tarefas a qualquer momento, segurança, entre muitas outras...

Por isso volto a afirmar, a escolha da plataforma vai depender da necessidade. Como a necessidade nem sempre aponta para a "moda", então acho que a plataforma Win32 não morre tão cedo. VIDA LONGA A PLATAFORMA WIN32!

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