Ouvindo Opiniões
A regulamentação da profissão Analista de Sistemas é bom ou ruim?
Sobre o autor: Trabalha na área de TI há 20 anos. Foi desenvolvedor de um dos primeiros softwares de gestão de emissoras de rádio, o qual foi e é usado por várias emissoras no Brasil. Trabalhou como Diretor de TI da Prefeitura de Franca por 4 anos, sendo vencedor do prêmio de um dos 20 melhores projetos de Gestão de TIC do ano de 2007 do Brasil, concedido pela Revista TI & Governo. Hoje atua como Consultor de Gestão Administrativa, Financeira e de Pessoal, Gestão de TIC e Projetos.
Contato: jean@jeanrl.com.brNovamente estou aqui para expressar minha humilde opinião e agradeço a você por estar lendo.
Devemos começar com uma reflexão: A classe de Analista de Sistemas é como a classe médica ou a classe de Advogados? Faço essa pergunta pelo simples motivo: Para exercer a profissão de Médico ou Advogado é necessário formação acadêmica, isso por força de lei, e a classe de tecnologia? De novo devemos refletir que já existe um mercado enorme ocupado por pessoas que tem formação acadêmica e uma grande maioria que não, então cabe a pergunta: Dá para mudar a regra do jogo com o jogo transcorrendo? Você pode até responder que dá, mas sem dúvida nenhuma isso não seria saudável para nenhum lado.
O que devemos pensar é que a regulamentação é útil no sentido de que a partir deste momento o mercado tem um orgão a quem recorrer para ser intermediador, mas não vejo nada além disso, pelo menos pela lógica não.
Acho que não se deve esperar nenhuma caças as bruxas ou ações drásticas, até porque uma empresa que possui bons funcionários e mesmo que esses não tenham formação eles não serão demitidos, pelo menos os meus clientes serão fortemente aconselhados a não fazerem isso em suas divisões de técnologia, para não perderem capital intelectual por casua de uma ação que não analisou o mercado.
Não estou dizendo com tudo isso que não se deve regulamentar ou que sou contra, sou sim contra qualquer forma arbitrária que não analise o mercado. Eu sou inclusive a favor da regulamentação, mas como disse antes, de forma ordenada e que ajude ao invéz de só se criar mais um orgão que cobre mensalidades sem oferecer nada em troca.
Para nós profissionais de técnologia o que importa nisso tudo talvez seja uma forma de desmarginalizar a profissão, ou seja, termos custos mais corretos, ações mais coesas e não agirmos como agimos hoje, desordenadamente e sem coerência, claro que não estou falando aqui de todo mundo, mas daqueles que não sabem atuar no mercado de forma a ganhar o justo e não atrapalhar o seu parceiro de profissão.
No mais, na minha opinião, o que se pode falar além isso é falácia.
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