Ouvindo Opiniões
Nota Fiscal Eletrônica - Por onde começar?
Sobre o autor: Bacharel em Sistemas de Informação
Especialista em Engenharia de Sistemas
Gerente de TI das Lojas Edmil
Professor de Eng. de Software e Banco de dados (Faceca)
Programador Delphi
A história continua a mesma, apenas alguns personagens mudaram. O governo quer aumentar o controle sobre as operações que geram tributos. E para isto usa os mais variados recursos. Podemos observar que as justificativas para NF-e do PAC só apontam vantagens para os envolvidos. Mas quando nos envolvemos de perto, percebemos que tudo ainda está no forno e o contribuinte terá mais obrigações. As empresas que estão gerando produtos para atender a estas novas regras nas operações fiscais ainda não chegaram a um pacote perfeito. E não é por falta de capacidade ou tecnologia. Como sempre, as mudanças acontecem a todo o momento e os prazos oscilam. Foi assim com Sintegra, ECF e acredito que não será muito diferente com SPED, NFE e outros membros da família de "dados.eletrônicos.gov".
Observando o lado dos negócios, podemos perceber que há espaço para todos os prestadores de serviços. Desde treinamentos específicos para contadores, auxiliares, gestores, desenvolvedores e até mesmo para advogados tributaristas. E voltamos ao processo tradicional que nos impõe a tarefa de analisar se vale a pena trilhar o caminho das pedras, pedir ajuda ou pagar alguém para fazer.
E é nesse momento que o cenário apresenta características variantes. Se você é desenvolvedor especializado em aplicações para controle de tributos , presta serviços através de softwares que se propõe a operacionalizar NF-e para seus clientes de forma eficiente e com os recursos disponíveis não se engane, vai ter que estudar muito, aprender os detalhes e encontrar saídas pouco visualizadas. Não existe "varinha de condão" ou "cartola mágica". O segredo de quem presta um bom serviço através de sistemas de informações e automação é saber desde a legislação até os modelos de dados que conseguem preencher corretamente todos os campos dos arquivos digitais.
Mas se você não é especialista no assunto, lembre-se: "cada macaco no seu galho". Para que se esforçar tentando criar uma roda que quica em solo plano? Se existe alguém especializado no mercado, dê-lhe a oportunidade de prestar o serviço. A tendência é de que apenas organizações especializadas consigam oferecer um serviço agregado que satisfaça plenamente o cliente. Cada vez mais nos deparamos com os especialistas. Assim como nos ERPs, na automação, no ponto eletrônico e muitas outras áreas. É importante saber identificar quando você é o provedor de soluções e quando você é apenas um cliente dela. Digo isto porque na prática não vale a pena, na maioria das vezes, comprar um componente de terceiro que se propõe a resolver todos os problemas de NF-e e pensar que não vai precisar saber detalhes do funcionamento. Quando o único problema for resolvido pelo componente, aí sim você pode comprá-lo. É preciso pensar nas responsabilidades que cada vez mais se consolidam sobre os profissionais do desenvolvimento e gestores de TI. Gerar um arquivo XML, conectar-se no site do governo e armazenar os dados de uma nota fiscal não representa dez por cento do trabalho com NF-e. As responsabilidades vão muito além de disponibilizar tecnologias ou usar uma ferramenta que encapsulam alguns comandos para consumir WebService. NF-e e seus "membros familiares" significam, resumidamente, um conjunto de tarefas e oportunidades para profissionais de TI, sejam eles gestores, desenvolvedores, empreendedores ou usuários. Pode ser no âmbito profissional e principalmente para organizar suas empresas para que possam trabalhar como o novo modelo de gestão. Focado no controle das operações financeiras, fiscais, contábeis e administrativas e de acordo com sua área de atuação. Eu me arrisco a dizer que quem precisa comprar um componente para emitir nota fiscal porque está sendo pressionado por seu empregador, parceiro ou cliente e não tem tempo para desenvolver, está correndo o risco de comprar o componente e não resolver o problema. Acho que, em muitos casos, vale a pena aproveitar a experiência de terceiro através de produtos prontos para evitar custos de aperfeiçoamento e dedicar-se à sua atividade principal com mais afinco.
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